sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

1º Aniversário!

Olá caros leitores assíduos (provavelmente de uma revista ou de um jornal, porque aqui do blog não deve ser...). É verdade, muitos não acreditavam, até porque tentaram fazer com que não acontecesse, mas este blog festeja hoje o primeiro ano de vida. Por isso, todos juntos, as minhas cordas vocais uma com a outra, PARABÉNS! Desde já aviso-vos que tenho um bolo no forno e que quem conseguir aguentar até ao fim do post tem direito a uma fatia, o que quer dizer que mais uma vez o vou comer sozinho (também acontece noutras ocasiões...).

Um ano de intercâmbios, um ano de partilha mas, ainda assim, pergunto-me será que já nos conhecemos assim tão bem? Será, senhor sem vida que é obrigado a ler os meus posts a ver se não tenho aqui material que ofenda direitos de autor, ou mesmo as possíveis pessoas que venham cá parar quando clicam naquele link que o amigo lhes mandou para gozar (que ponto é que meto agora? Depois de falar tanto já nem me lembro... Ah era uma pergunta...)? Ora eu acho que nem nos conhecemos assim tão bem e por isso vou falar um pouco de onde eu moro, e dos vizinhos que vivem perto de mim (ou de outra forma não eram vizinhos mas não estava a ver outra forma de acabar a frase... hey, aquilo lá atrás não é um elefante as riscas?).

Eu moro na Avenida D. João VI(OMG, agora revelei a minha residência... como será a minha vida a partir de agora? :O) e ao que parece aqui moram famílias bem engraçadas.

por exemplo, a família Coruja. A família Coruja é capaz de ser uma das mais antigas cá da avenida, até porque se lembram de cada detalhe da chegada dos demais moradores da Avenida. Bem, da chegada e não só. A verdade é que o Sr. e a Sra. Coruja dão um novo sentido à expressão "meter-se onde não se é chamado". Para perceberem bem o que vos digo, eles estavam presentes quando a ambulância chegou para levar para o hospital o Sr. Aflito quando este teve o ataque cardíaco, presenciaram também cada discussão entre o Sr. Certinho e o Sr. Van Do Contra. Descobriram que o Sr. Amoroso estava a ter uns "escapezinhos" ao casamento. Descobriram a que horas e com que frequência aconteciam essas escapatórias. Supervisionaram a construção da piscina do Sr. Espada e acompanharam todos os jogos que os mais novos organizaram. Receio ter visto um vulto a esconder-se neste preciso momento quando olhei para a janela deles... Aliás eles sabem tantos detalhes sobre a vida dos outros vizinhos que vos aconselho a falarem com eles caso queiram conhecer melhor os moradores aqui da avenida.

Mas falemos de mais vizinhos engraçados. Ora, mais para o fim da Avenida vive a família Cruz. Esta é das famílias de quem tenho mais gosto de ser vizinho porque sou grande amigo de um dos seus elementos mais novos, do Bruno. A família é constituída por quatro elementos: o Sr. Amadeus Cruz, a Sra. Maria Cruz, o Bruno Jesus e o irmão mais novo, Alberto Juda, que acha o seu nome muito estranho e que por isso só lhe chamamos Juda. Embora goste muito deles eu acho que eles são judeus, embora tenha suado (não, ninguém esteve a correr) um bocado depreciativo, eu não tenho nada contra isso. Mas passo desde já a justificar as minhas suspeitas, (não, não sei circuncinzados, ou lá como se diz) mas o Juda cumprimenta sempre o bruno jesus com um beijo na face, mas isto provavelmente sou só eu a fazer filmes, embora gostasse mais de escrever um livro, mas não sei se isto dava história suficiente para tal.
Bom, foquemos mais as qualidades desta bela família. Por exemplo, é a família Cruz que faz com que as festas de Natal cá da Avenida se realizem, aliás são eles que nos inspiram e nos guiam com aquele brilhozinho que só eles emanem nessa altura do ano. Outro pormenor engraçado é a festa que dão sempre na quinta exactamente antes da Páscoa (época festiva onde também ninguém bate os Cruz, parece que eles têm algum tipo de força divina que os ajuda... ). Mas nessa tal quinta feira dão uma grande festa que costuma prolongar-se até tarde. Há três anos consegui-me infiltrar na festividade feito São Simão e vi que eram bastante intensas e que não abrandavam com o passar das horas, só para vocês verem, a ceia foi festejada como se esta fosse a última. mas o que alimenta a festa não são as ceias, são naturalmente os convidados, tios e primos do Bruno. Contei treze (ou treuze mas isso fica para outra altura, talvez no 13º aniversário :P) ao todo, excluindo-me a mim obviamente por não ser convidado habitual, mas lembro-me do número porque é exactamente o meu número favorito. Lembro-me também do Pedro ser um bocado rude e gostar de brincar com facas, mas ainda hoje questiono a heterossexualidade do João, é que ele se sentou ao lado do Bruno Jesus e eu em frente, e fui reparando que ele tinha uns traços e uns gestos um pouco femininos. Enfim foi mais um dia bem passado com a família Cruz.

Mas hey, já se faz tarde e tenho de ir cuidar do bolo...






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Como eu previa, o bolo não ficou em estado comestível, por isso vou apenas comprar um e comer mais tarde com o blog, uma vez que mais ninguém teve a paciência de se juntar a nós. Bom, espero que tenha servido para me conhecerem melhor, e acho que há ai algumas informações que contribuem para isso. Mais tarde talvez partilhe mais mas para hoje é tudo, que o Blog ainda só tem um aninho e tem de se deitar cedo...

Felicidades para todos,
O Ricardo.